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Red Hot Chili Peppers faz show com poucos hits e Panic! at The Disco surpreende o público

Publicado em 04/10/2019 17:56

Após alguns dias de intervalo, ontem começou mais uma maratona de grandes atrações no festival carioca. Foi a vez da veterana Capital Inicial empolgar a galera com seus maiores sucessos como Primeiros Erros, Tudo que Vai e “A sua Maneira”, esquentando o público para a noite que prometia muitas emoções.

Na sequência o guitarrista Nile Rodgers, conhecido pelo público mais jovem pelas parcerias com o Daft Punk e Pharrel Williams nas bombadas “Get Lucky” e “Lose Yoursel To Dance”, deu uma aula de groove com seu som que tem muita influência do funk norte-americano. Marcando presença ao lado da banda Chic, popular na cena disco, o show agradou de uma maneira geral fazendo todos dançarem e se sentirem como numa grande festa de formatura.

Por volta das 22 horas, foi a vez da Panic! at The Disco brilhar. Com um set list mais focado nas músicas atuais de sua trajetória, o cantor Brandon Urie impressionou com seus agudos, caras e bocas e muitos sorrisos, expressando bastante felicidade por estar tocando pra tanta gente. O auge do show foi o cover impecável do hino “Bohemian Rhapsody” do Queen, levando muitos fãs às lágrimas. As contemporâneas “High Hopes” e “Hey Look Ma, I Made It” trouxeram a vertente pop à tona, enquanto “The Ballad of Mona Lisa” e “I Write Sins Not Tragedy” relembraram a pegada mais Ópera Rock da banda.

Mas se você foi ao Rock in Rio ontem ou assistiu pela TV ao show do Red Hot Chili Peppers esperando que eles tocassem seus grandes hits, com certeza a quarta passagem da banda pelo festival foi um tanto quanto decepcionante em relação ao repertório.

O show começou maravilhosamente bem. Como de costume a cozinha da banda, ou seja, o baixista Flea, o baterista Chad Smith e o guitarrista Josh Klinghoffer entraram e começaram a fazer uma Jam Session, com vários improvisos musicais. Depois o som já engatou em “Can’t Stop” e o vocalista Anthony Kiedis entrou no palco. Aliás, já faz um tempo que eles vem abrindo a apresentação assim.

Com as primeiras músicas parecia que só viriam os grandes sucessos do grupo californiano. “Zephyr Song”, “Dani Californi” e “Dark Necessities” incendiaram o público. No entanto, o miolo do show foi repleto de faixas Lado B, ou seja, algumas raridades que pra um contexto festival acaba desempolgando.

Por ser uma banda com inúmeros sucessos estrondosos a sensação que passa é a de que poderiam ter variado melhor. As famosas “Scar Tissue”, “Under The Bridge” e “Otherside” não apareceram ao longo das duas horas de concerto.

Josh Klinghoffer que está na banda há 12 anos após a saída de um dos músicos mais influentes e determinantes para o estilo sonoro do Red Hot, John Frusciante, completou 40 anos ontem. O instrumentista que também faz alguns backing vocals acabou herdando a característica de fazer um cover. E a canção escolhida ontem foi “I Don’t Want To Grow Up” dos Ramones.

A tradição de fechar a noite com “Give It Away”, do álbum Blood Sugar Sex Magik (1991) se manteve, levando a multidão aos pulos antes de ir embora pra casa. A comunicação mais carinhosa com a plateia sempre é feita por parte do Flea que no início disse que o ar do Brasil é o melhor do Mundo e depois se despediu agradecendo muito a presença de todos e declarando seu amor pelo país.