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Paul McCartney e Taylor Swift se entrevistam para especial da Rolling Stone

Publicado em 20/11/2020 12:34

Publicação inaugura série com conversas entre músicos Nesta quinta-feira, 12, Paul McCartney publicou em suas redes sociais uma linha com 13 dados. Somente isso. Os fãs mais atentos entenderam que o número 13 só poderia ser uma conexão com Taylor Swift. Os dados eram, com certeza, uma menção ao seu novo álbum, McCartney III. Os fãs mais apressados imaginaram que aquele post poderia ser um teaser para uma colaboração musical. Acertaram sobre a Taylor Swift, erraram o motivo.

A revista norte-americana Rolling Stone inaugurou uma série nova chamada Musicians on musicians, na qual dois artistas conversam e se entrevistam, simples assim, não fossem os artistas Paul McCartney e Taylor Swift.

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Os dois enfrentaram a pandemia do novo coronavírus fazendo bom uso do isolamento: botando a mão na massa. Swift lançou o “Folklore” no final de julho – o álbum mais vendido de 2020 – McCartney lançará o seu dia 11 de dezembro.

Com essa experiência pandêmica mútua, os dois músicos se encontraram em Londres no mês de outubro e conversaram sobre numerologia, pseudônimos, set lists de shows, privacidade, inspiração, composição, palavras preferidas e até filosofias de vida.

Seguem abaixo trechos dessa conversa que vale a pena ser lida na íntegra, no site da revista.

McCartney contou como foi o processo de criação das músicas:

“Eu tenho muita sorte porque tenho um estúdio que fica, tipo, a 20 minutos de onde moro. Estávamos confinados em uma fazenda, com minha filha Mary, seus quatro filhos e seu marido. (…)

Não tinha ideia de que isso acabaria sendo um álbum; (…) se uma faixa tivesse oito minutos de duração, para falar a verdade, o que eu pensava era: ‘Vou levá-la para casa esta noite, Mary estará cozinhando, os netos estarão todos lá correndo por aí e alguém, talvez Simon, o marido de Mary, vai dizer, ‘O que você fez hoje?’ E eu vou dizer ‘Oh,’ e então pegar meu telefone e tocar para eles.’ Então esse se tornou o ritual.”

Taylor Swift contou que compôs as músicas por e-mail com Aaron Dessner, multi-instrumentista do The National, e desabafou que finalmente pode se desapegar das regras:

“(o Aaron Dessner) me enviou este arquivo de 30 instrumentais, e o primeiro que abri acabou sendo uma música chamada ‘Cardigan’, e realmente aconteceu rápido assim. (…) Eu tinha pensado originalmente, ‘Talvez eu faça um álbum no próximo ano, e lance em janeiro ou algo assim,’ mas acabou sendo feito e nós lançamos em julho. E eu pensei que não havia mais regras, porque eu costumava colocar todos esses parâmetros em mim, tipo, ‘Como essa música vai soar em um estádio? Como essa música vai soar no rádio?’ Se você remover todos os parâmetros, o que você fará? E acho que a resposta é Folklore.”

McCartney completou o raciocínio: “você realmente não se preocupava se isso iria se transformar em alguma coisa.(…) é mais uma música para você do que uma música que precisa ser um trabalho.”

A conversa continua com um assunto entrelaçado ao outro, com dois cérebros geniais trocando e desabafando sobre ser artista famoso e ter uma mente que não descansa.

Se 2020 não tivesse vindo com um vírus de surpresa, os dois artistas teriam se apresentado ao vivo na edição de número 50 do festival Glastonbury. E eles falam sobre isso com um tom de nostalgia por algo que não aconteceu. McCartney diz que eles teriam tocado “Shake it of” juntos.

Ao fim, o lendário baixista conta um episódio curto do começo da carreira dos Beatles e divide uma de suas filosofias de vida, um pensamento que o ajudou a vida toda: “algo irá acontecer”. Swift comenta: “que demais”. “Estúpido e brilhante”, McCartney finaliza.